Arranjo Mimerquítico

Arranjo Mimerquítico

O que chamamos de trama ou  arranjo cristalino das rochas ígneas, refere-se à disposição espacial dos minerais que estão constituindo aquela rocha magmática. O arranjo pode ser genérico, quando refente a uma arquitetura geral da rocha. Podendo ser particular, quando está envolvendo relações espaciais características entre alguns minerais específicos.

Arranjo mimerquítico apresenta um intercrescimento entre os cristais de feldspato potássico ou plagioclásio com vênulas de quartzo na forma de bastões. Se houver matriz ela será micrográfica.

G.W.Tyrrell descreveu em seu livro Introduccion al estudio de la ciencia de las rocas (primeira ed. 1960), que o arranjo mimerquítico é apresentado por quartzo ocorrendo em forma de bolhas, gotas e vermiculares dentro do feldspato. Este desenvolvimento tem sua origem nas bordas dos cristais de ortoclásio e parece ser devido à substituição desse mineral por plagioclásio. Com esta reação acaba ocorrendo a liberação de sílica, aparecendo na forma de quartzo e potássio que entra na forma de biotita, encontrada perdidas na mimerquíta.

 Eberhard Wernick (2004) enquadra o arranjo mimerquítico nas texturas de intercrescimento, que consiste no intercrescimneto entre alguns minerais constituintes da rocha. Fala que a mimerquítica é composta por intercrescimento entre cristais de feldspato potássico ou plagioclásio e, vênulas de quartzo com formas de U,V ou Y e de bastões irregulares.

No livro Atlas of igneous rocks and their textures de W.S.Mackenzie, C.H.Donaldson and C.Guilford (1992), Mostram em formas de manchas de plagioclásio intercaladas com quartzo vermicular. E o intercrescimento tem de costume o formato de uma verruga, e comumente encontrado na margem de um cristal de plagioclásio, onde transpassa um cristal feldspato alcalino.