Linha do Tempo
Trajetória do Máquina de Ativismos
Conheça os projetos desenvolvidos pelo Máquina de Ativismos ao longo dos anos, destacando as principais ações, pesquisas e iniciativas realizadas.
2021

Escuta – Escuta
Realizada em 2021, no contexto de início de diminuição das restrições sociais impostas pela pandemia, a ação buscou refletir sobre “quais mundos são possíveis” a partir de vozes diversas. Foram selecionados seis textos literários diferentes, gravados por convidados, e levados a locais públicos de Curitiba/PR.. Dentre os textos temos: Conceição Evaristo; Jup do Bairro; Eduardo Galeano; Tatiana Nascimento; Eliana Potiguara e Warsan Shire. Transeuntes sorteavam um relato com o uso de um dado e ouviam esses textos. Assim, a iniciativa promoveu, por meio da arte e da escuta, a abertura às diferenças, estimulando mudanças de olhar sobre os direitos humanos. A experiência foi registrada em curtas metragens. Para a 8ª Feira, a proposta é repetir a experiência, convidando os participantes a jogarem os dados novamente e a escutarem esses relatos por meio de fones de ouvido.
2022

RE-TRATA-AÇÕES
Em 2022, ainda no contexto pós-pandêmico, a ação consistiu em uma exposição de imagens de violações de direitos humanos retiradas da imprensa e ressignificadas para reconhecer o luto e criar novos cenários pautados na dignidade humana. As imagens foram retrabalhadas com colagens, recortes, alteração digital, desenhos propondo uma nova imagem que considerasse a possibilidade de reparação as estas violações. Um exemplo foi a foto do “Garimpo contra a fome”, que mostrava uma pessoa em busca de ossos e restos de carne, retrabalhada com alimentos que remetiam à bandeira do Brasil. O objetivo foi provocar incômodo e reflexão sobre quais vidas merecem atenção. A nova proposta é reproduzir a mostra, apresentando os materiais feitos e criando novas imagens junto aos participantes.
2023

PLASTIC DOLL
Realizada a primeira edição em 2023, o projeto PlasticDoll é uma iniciativa de arte e ativismo, idealizada pelo Babel Theater Project (EUA) em parceria com o Máquina de Ativismos (UFPR). Seu principal objetivo é usar a alegoria das bonecas Barbie e Ken para investigar e debater os sistemas opressores de gênero, raça e sexualidade, buscando a desconstrução de normas sociais limitantes. Consistiu em uma série de atividades gratuitas, como oficinas de escuta, debates e uma instalação performática que convidava o público à reflexão crítica sobre as estruturas da cultura ocidental.
2023

Novo mapa da capital paranaense:
Ao invés de pontos turísticos e locais que reforçam a narrativa oficial, o roteiro do passeio vai destacar histórias e personagens invisibilizados, trazendo a identidade negra, indígena e LGTQIA+ da cidade. O mapa também traz os espaços de luta, memória e resistência que seguem vivos na cartografia urbana.
Para o lançamento, faremos um passeio guiado com duração de 2 horas, saindo das Ruínas de São Francisco, no Largo da Ordem.
2024

percurso lgbti+
O Percurso pretende conferir visibilidade à Memória LGBTI+ da capital paranaense. Nosso foco é trabalhar com os espaços, os sujeitos e suas práticas sociais. A proposta é vivenciarmos a cidade de Curitiba a partir da presença/ausência dos sujeitos LGBTI+. Um processo permanente de des(construção), no presente, de um passado muitas vezes invisibilizado. LGBT
2024

procura-se
Em 2024, nos 60 anos do golpe militar de 1964, foram organizadas manifestações artísticas para relembrar violações da Ditadura e refletir sobre sua permanência atual. A atividade consistiu em apresentar em locais públicos um arquivo trancado com documentos sobre violações de direitos humanos, convidando os transeuntes a “desarquivar” esses fatos, conectando o passado da ditadura com violências presentes, como a repressão policial. A proposta atual é levar a ação para São Paulo, com arquivos de casos locais de violações, a serem “desarquivados” pelos participantes e propor questões sobre memória, verdade e justiça. Chamamos as pessoas para abrirem os arquivos do passado da ditadura mas do presente, correlacionando o que permanece ou não desse passado nos dias de hoje.
2025

Arpilheiras
O projeto, materializado na exposição “Tecidos de Luta: Águas para a Vida”, é uma colaboração entre o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e projetos de extensão da UFPR, como o Máquina de Ativismos em Direitos Humanos. A iniciativa consiste na exibição de bordados (arpilleras) confeccionados por Mulheres Atingidas por Barragens em todo o Brasil. As arpilleras, técnica têxtil de denúncia originária do Chile, são utilizadas pelas mulheres como uma poderosa ferramenta para narrar suas histórias de vida, expor as violações de direitos humanos e os impactos socioambientais causados pelos empreendimentos hidrelétricos. Em Curitiba, a exposição ocorreu na Caixa Cultural, em outubro de 2023, e teve como objetivo sensibilizar a comunidade sobre o tema, transformando a arte em um meio de ativismo, memória e resistência popular.